Maria Clara Diniz JUNQUEIRA ( I )
FALECIMENTO: Maria Clara Diniz Junqueira faleceu aos 29 de junho de 1929, com 92 anos de idade, óbito lavrado no Lv. 9, Fls. 32, do Cartório de Pedregulho, SP.
37. Tenente Jose Joaquim BRANQUINHO
José Joaquim Branquinho é citado como fazendeiro, proprietário de engenho movido à água, em 1885, na Freguesia de Três Corações do Rio Verde, MG.
38. Joao do Nascimento (Gonzaga) BRANQUINHO ( I )
VARGINHA - MG - A PEQUENA CIDADE COMEÇA A CRESCER
Situada em uma formosa eminência, a cidade de Varginha deve seu nome a uma planície baixa que existe na distância de dois quilômetros da povoação, e que apesar de desabitada, deu o nome ao esperançoso lugar, que é hoje sede de um florescente Município.
Esta freguesia, de que é padroeiro o Divino Espírito Santo, possui 5 Igrejas - A Matriz, São Sebastião (ambas com duas torres), Nossa Senhora do Rosário, São Miguel e Pretório, simples e pequenas. A pouco mais de um quilômetro, em uma bela elevação, está uma capela consagrada à Santa Cruz.
A cidade conta mais de 300 casas, das quais oito ou nove são sobrados, espalhados por muitas ruas e seis praças.Possui uma cadeia construída de pedra com duas enxovias no andar térreo e salas no pavimento superior para as sessões do júri, da Municipalidade, audiências etc. A construção deste edifício é devida quase que exclusivamente ao prestante cidadão João Gonzaga Branquinho, que dedicou-se esforçadamente para a criação do Município, não se poupando a trabalhos ou despesas. Para essa obra abriu-se uma subscrição popular, que obteve a soma de 2:000$ (dois mil contos de reis), entretanto as despesas feitas por aquele digno cidadão importarão em cerca de 20:000$000 (vinte mil contos de reis).
Existe uma casa para Instrução Pública feita com auxílio de donativos promovidos por outro cidadão distinto, o estimado fazendeiro Domingos Teixeira de Carvalho, sobre quem igualmente pesou a maior parte da soma despendida com essa edificação.
Esse prédio foi depois aumentado com as acomodações precisas para representações teatrais, que ali se tem realizado com o concurso de amadores.É de justiça registrar, de um modo claro, na notícia deste lugar, os inapreciáveis serviços que ele deve aos beneméritos cidadãos João Gonzaga Branquinho e Domingos Teixeira de Carvalho, de que já acima falamos.
O primeiro nascido na cidade da Aiuruoca, pertence a uma importante família sul-
-mineira, conta 66 anos de idade, e é chefe de uma família respeitável, contando nove filhos e 16 netos. No trabalho de criar o Município de Varginha, nenhuma dificuldade pode diminuir sua grande energia: - Abandonou sua lavoura, sofrendo por isso consideráveis prejuízos em mais de oito anos de lutas; - empreendeu penosas viagens, não deixando ao mesmo tempo esquecidas certas necessidades locais, como construção de aterros, pontes no Ribeirão Santa'Ana etc.O segundo, além de meritórios serviços, desinteressadamente feitos durante larga série de anos, tem provado a sua dedicação ao lugar só com a construção da Igreja de São Sebastião e da casa destinada à instrução da mocidade, asilos santos que trazem à alma e ao espírito a paz e a ventura de que tanto carecem.
Entretanto esses homens, do merecimento tão súbito, não receberão ainda do Governo do País uma só demonstração de reconhecimento por tão assigualados serviços patrioticamente prestados à causa pública.
Nas mesmas condições está o prestimoso cidadão Tenente Gaspar José de Paiva, um dos mais fortes auxiliares da criação do Município onde residiu por mais de 40 (quarenta) anos, gozando por si e por seus dignos filhos de grande e bem merecida influência, prestígio e consideração.
Além desses cumpre recordar os nomes do Capitão Manoel Francisco de Oliveira, um dos mais antigos habitantes e benfeitores do lugar, homem bom e chefe de excelente família: - Matheus Tavares da Silva, Tenente José Marcelino Teixeira, Domingos de Rezende, Antônio de Teixeira Rezende, José Justiano de Rezende Silva, Urias de Salles Cardoso, José Marcelino Teixeira Junior, Capitão Esaú José Nogueira, Antônio Gonçalves Braga, Alferes Joaquim Antônio da Silva, Francisco José Gomes e outros cidadões prestimosos, dedicados aos melhoramentos públicos, exemplo de bondade, a quem toda a freguesia de imensos serviços, que sem injustiça não podem ser olvidados.
Entre os homens importantes do lugar que já descerão ao túmulo recordamos os nomes de Pedro Alves Campos, fazendeiro conceituado, que estando em sua casa ocupado com os preparativos para o casamento de uma filha, foi vítima de uma trave que sobre ele caiu, vindo desse desastre a falecer, em 28 de abril de 1882, e depois dele o Vigário José Paulino da Silva, a cujo zelo por largos anos esteve entregue à paróquia, falecendo a 5 de abril de 1883 em estado de pobreza, que honra a seus sentimentos.
EDUCAÇÃO E CULTURA DA ÉPOCAA Escola pública para sexo masculino tem 50 alunos matriculados e frequência superior a 30. A do sexo feminino tem 40, frequência 30. Existe mais uma escola particular que conta matriculados 25 alunos.
É quase que exclusivamente de cisterna a água que se bebe no povoado, tendo os poços a profundidade de 40 a 120 palmos e sendo rara a casa que não possui um deles. Todavia essas cisternas são ainda de sarilho, havendo só uma de bomba. Perto da povoação passam três córregos, onde os habitantes dos lugares mais baixo iam buscar a água de que precisavam.
O ensino de música é feito de modo satisfatório em uma aula bem frequentada, havendo uma banda de música regular.Nota-se, entre o povo, verdadeiro amor à leitura, havendo diversos assinantes de jornal. Poucos, porém, tem sido os filhos do lugar que têm seguido carreira literária, e sentimos ter de referir a respeito somente um nome - o do cidadão Guido Antônio Nogueira, que em 1881 concluiu seus estudos na Escola de Farmácia de Ouro Preto, indo residir na estação de São Sebastião da Estrela, ramal da Estrada de Ferro de Pirapetinga.
Fonte: http://www.camaravarginha.mg.gov.br/nossa_cidade/nossa_cidade_1.htm
Antonio Soriano de Souza MEIRELES
1- João de Souza Meirelles, natural de Aiuruoca, com 38 anos em 1831, casou com Joaquina Evarista Vilella, nascida por 1794 em Serranos, filha de Joaquim Manoel do Nascimento e Severina Jacinta dos Reis. Joaquim Manoel e Severina Jacinta se casaram aos 10-08-1789 na Capela da Piedade, foram moradores em Santa Maria de Baependi, onde possuíam a fazenda Atoleiro, e onde aos 20-06-1829, após a morte de Severina, Joaquim Manoel fez uma partilha amigável dos bens com seus filhos e genros, entre eles, João de Souza Meirelles e sua mulher. (neste site).
Certificado de casamento (no inventário de Domingos dos Reis e Silva, neste site)
Aos dez de Agosto de mil setecentos e oitenta e nove na Capela de Nossa Senhora da Piedade filial desta Matriz de São João del Rei, (...), o Reverendo Capelão Antonio Martins Saldanha, com licença administrou o Sacramento do matrimônio que por palavras de presente celebraram; JOAQUIM MANOEL DO NASCIMENTO filho legítimo de DOMINGOS VILELA e de MARIA DO ESPÍRITO SANTO, natural e batizado na Freguesia da Aiuruoca e = Dona SEVERINA JACINTA DOS REIS, filha legítima do Capitão DOMINGOS DOS REIS SILVA e de Dona ANDREZA DIAS DE CARVALHO, natural e batizada nesta freguesia e logo lhes deu as bênçãos na forma do Ritual Romano.
João e Joaquina Evarista foram moradores em Aiuruoca onde possuíam casas na vila e a Fazenda Laranjeiras com sua Ermida paramentada. Possuíam também a Fazenda Boa Vista do Baguaçu, em Pirassununga, São Paulo, para onde se mudaram alguns de seus filhos. João faleceu em Aiuruoca e teve seu inventario aberto aos 3-2-1869 (neste site). Joaquina faleceu em outubro de 1870 e foi inventariada a partir de 09-11-1870 (neste site). Tiveram 13 filhos que figuraram como herdeiros
Óbito - Igreja, N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG - aos 03 outubro 1870, maior de 70 anos, Joaquina Evarista Villela, viuva do Ten.Cel. João de Souza Meirelles, com testamento. Nascida na Freguesia de Serranos, f.l. do Cap. Joaquim Manoel do Nascimento Villela e D. Severina Jacinta dos Reis.
Mapa de População, distrito de Aiuruoca - 10 nov. 18319ð quarteirão, fogo 4: - João de Sza. Meirelles, br., 38 anos, casado., lavrador - - Joaquina Evarista, br., 37 anos, casada - -João, br., 13 anos --Severino, br., 10 anos;-Jose, br., 9 anos;--Valerio, br. 8 anos--Antonio, br. 3 anos -Maria,, br., 6 anos- Joaquina, br., 5 anos- Podenciana, br., 2 anos
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Sétimo filho:1-7 Antonio Soriano de Souza Meirelles, batizado aos 29-07-1828, casou com Maria Frauzina Branquinho. Em 1869 eram moradores no Distrito da Freguesia de Três Corações de Jesus Maria José do Rio Verde, Termo da Cidade de Campanha, Comarca de Baependi. Geração em “Meirelles” opus cit
Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG -- batismos - aos 29 julho 1828 oratório Boa Vista, ANTONIO, f.l. do Alf. João de Souza Meirelles e D. Joaquina Evarista Vi---, padr.: Manoel de Souza Meirelles e D. Mariana Nicesa de Andrade
46. Jose Ponciano de FIGUEIREDO
No censo de Boa Esperança, ano de 1831, apresenta-se com 31 anos e solteiro.